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Aluno advertido por short considerado inadequado diz que situação foi de homofobia

Aluno denuncia ter sido advertido por academia ao usar short considerado inadequado O aluno Marcus Andrade, de 42 anos, que foi advertido em uma academia em An...

Aluno advertido por short considerado inadequado diz que situação foi de homofobia
Aluno advertido por short considerado inadequado diz que situação foi de homofobia (Foto: Reprodução)

Aluno denuncia ter sido advertido por academia ao usar short considerado inadequado O aluno Marcus Andrade, de 42 anos, que foi advertido em uma academia em Anápolis, a 55 km de Goiânia, por usar um short considerado inadequado, disse que a situação foi de homofobia. Uma decisão do 3º Juizado Especial Cível da cidade determinou que a academia pague R$ 20 mil ao aluno por danos morais. A decisão cabe recurso. O g1 entrou em contato com a academia e com o representante jurídico do estabelecimento, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. O caso aconteceu em junho de 2025, quando um funcionário disse que um dos alunos havia reportado problemas com a roupa de Marcus. Segundo ele, a academia informou que o short não era apropriado, pois eles prezavam pela moral e pelos bons costumes. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Após a decisão, Marcus disse que estava feliz, não pelo dinheiro, mas pelo caráter educativo que, para ele, é uma mensagem poderosa contra a homofobia. “Sinto um sopro de esperança por uma sociedade menos homofóbica na minha cidade e no meu estado. A sentença tem um caráter educativo para quem ainda acha que suas crenças e preconceitos podem ser impostos a terceiros sem qualquer consequência”, disse em entrevista ao g1. Aluno denuncia ter se sentido constrangido após academia considerar bermuda de treino "inadequada" Arquivo pessoal/Marcus Andrade LEIA TAMBÉM: Aluno denuncia ter sido advertido por academia ao usar bermuda considerada inadequada: ‘Extremamente constrangido’ DANOS MORAIS: Aluno advertido em academia por usar short considerado inadequado recebe indenização de R$ 20 mil Aluno que denunciou advertência por bermuda usada em academia foi abordado por funcionário após reclamação: 'Muito pequena' Indenização Na decisão, a juíza entendeu que não houve falhas por parte da academia durante a advertência, que foi feita em ambiente privado. A magistrada apontou ainda que a exposição midiática do caso foi fruto de ação do próprio aluno. Entretanto, quando publicou uma nota oficial sobre o caso, a academia “assumiu o risco de ampliar o debate público”. A decisão destaca que, embora o texto não tenha conotação explicitamente homofóbica, o pronunciamento de cunho religioso contribuiu para reforçar a percepção pública de reprovação moral ao aluno. “Ao invocar, como fundamento de sua postura, a necessidade de “agradar e honrar a Deus”, vinculando tal referência ao episódio envolvendo o requerente, que é homossexual, a requerida introduziu componente de natureza religiosa em situação já sensível sob o prisma da identidade e orientação sexual”, concluiu a juíza. Em razão disso, a magistrada entendeu que a academia não demonstrou a neutralidade e prudência necessárias para o assunto. Além disso, apontou que a atitude ampliou a carga simbólica do conflito, expondo o aluno a um constrangimento social maior. A quantia de R$ 20 mil foi decidida com base na gravidade da conduta ofensiva e discriminatória, na repercussão do caso na vida do aluno e na capacidade econômica das partes. Advertido por short Na manhã do dia 30 de junho, Marcus havia terminado o treino em uma academia localizada no Jardim Europa, e esperava que o marido fosse buscá-lo. Neste momento, ele conta que um funcionário o conduziu para uma sala. “Ele [o funcionário] relatou que um dos alunos havia reportado a ele que estava incomodado com o meu vestuário, porque a minha bermuda, meu short, era muito pequeno, e a esposa dele que também treinava ali tinha se sentido constrangida”, detalhou ao g1. Na época, a academia afirmou ser um “ambiente acolhedor, respeitoso e seguro para todos”. O estabelecimento afirmou ainda que a roupa de Marcus era apropriada para atividades ao ar livre, mas inadequada para determinados movimentos de musculação. O administrador treinava na academia há quase dois anos e relatou que nunca teve problemas antes daquele episódio. A mensalidade no estabelecimento custa cerca de R$ 1,5 mil. “Essa conduta está prevista em nosso contrato e segue as diretrizes da empresa quanto ao uso de roupas que assegurem liberdade de movimento sem causar desconforto a terceiros, sempre com base no respeito mútuo, na empatia e na boa convivência”, escreveu a academia em nota na ocasião. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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